Rio - O presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil
não pode ser o destino de turismo gay. A declaração foi dada em café da
manhã com jornalistas. Ao comentar a recusa do Museu Americano de
História Natural de Nova York em sediar um evento em sua homenagem,
disse que, em novembro de 2009, começou a "tomar pancada do mundo todo"
ao acusar o kit gay, apelido pejorativo para o projeto Escola sem
Homofobia voltado para formação de educadores que não chegou a ser
colocado em prática.
"Eu comecei a assumir essa pauta conservadora. Essa
imagem de homofóbico ficou lá fora", disse, afirmando que isso não
prejudica investimentos.
"O Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo
gay. Temos famílias", disse. "Quem quiser vir aqui fazer sexo com
mulher, fique à vontade. Agora não pode ficar conhecido como paraíso do
mundo gay aqui dentro”, acrescentou, segundo a revista Crusoé. O
presidente também disse que não é misógino, homofóbico, racista ou
fascista. Ele se disse 'verdadeiro’.
"Eu recebo (a homenagem) na praia, numa praça pública.
Não é o museu que está me homenageando. O que houve foi pressão do
governo local que é Democrata e eu sou aliado do (presidente dos EUA)
Donaldo Trump", disse Bolsonaro.
O presidente relatou que esteve na quarta-feira com o
ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e a proposta de
reciprocidade de visto está atraindo turistas para o País. "Vamos atrair
mais gente quando tiver segurança", disse.
Durante o café, o presidente também atribuiu a recusa
do Museu Americano de História Natural de Nova York em sediar o evento
organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos que o
homenageia ao seu alinhamento com Trump. "Eu recebo (a homenagem) na
praia, numa praça pública. Não é o museu que está me homenageando. O que
houve foi pressão do governo local que é Democrata e eu sou aliado do
(presidente dos EUA) Donaldo Trump", disse Bolsonaro.
*Com Estadão Conteúdo


