Jair Bolsonaro vetou uma campanha publicitária do Banco do Brasil
estrelada por atores e atrizes negros e jovens tatuados usando anéis e
cabelos cumpridos. Os jovens são um público preferencial do banco. A
crise levou à demissão do diretor de Comunicação e Marketing do BB,
Delano Valentim. Jair Bolsonaro se envolveu pessoalmente no caso e
procurou Rubem Novaes, o presidente do banco, para se queixar da peça e
exigir a censura. A informação é do jornalista Gabriel Mascarenhas, da coluna de Lauro Jardim, em O Globo.
Rubem Novaes admitiu ao jornalista que Bolsonaro não gostou do
resultado da campanha, mas não esclareceu a razão exata da censura.
Disse Novaes:"O presidente Bolsonaro e eu concordamos que o filme
deveria ser recolhido. A saída do diretor é uma decisão de consenso,
inclusive com aceitação do próprio".
Não há precedente na história do país, desde o fim do regime militar,
de um presidente da República envolve-se com um assunto como esse e
censurar ou vetar peça publicitária de qualquer empresa estatal ou órgão
do governo.
Bolsonaro veta campanha do Banco do Brasil com negros e negras
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abril 25, 2019


